segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Paulo Guedes na contra mão da história

O Deputado Paulo Guedes propôs uma CPI na Assembleia Legislativa de Minas para proibir a fiscalização do desmatamento, depois que 10 equipes com técnicos do Sistema Estadual de Meio Ambiente, do IBAMA, da Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Federal percorreram cerca de 20 municípios do Norte de Minas, onde 85 locais de desmate foram fiscalizados, 37 empreendimentos embargados, área de cerca de 40 hectares, e 44 pessoas autuadas, somando-se o valor de R$ 354.431,14 em multas aplicadas. Além de um trator de esteira, cinco máquinas motoserras, 15 metros de madeira nativa e mais de 6 mil esteiros de lenha foram apreendidos. Imediatamnete, o deputado Paulo Guedes saiu em defesa dos fazendeiros e colheu assinaturas para instalar a CPI do desmatamnto.
Jornal Médio São Francisco denuncia:
Paulo Guedes incentiva uso incorreto de água do rio Itacarambi
No dia 14 de agosto, se reuniram na comunidade de São José das Traíras - a convite de Aelis de Sousa Dourado, presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Bebedouro – a Promotora da Comarca de Manga, Andréa Beatriz Rodrigues Barcelos, e os associados e agricultores daquela região para tratarem de assuntos pertinentes ao projeto de revitalização do rio Itacarambi.
A reunião transcorria de modo pacífico, atendendo ao que fora solicitado por Aelis quando expôs o assunto da pauta. Para surpresa de todos, o deputado estadual Paulo Guedes chegou durante a reunião e fez uma intervenção, solicitando o uso da palavra, o que lhe foi concedido. Em sua fala, o parlamentar incentivou a prática da irrigação por superfície, mais conhecida na região como “água rolada”.
A reunião, que tinha o intuito de fortalecer procedimentos corretos em relação ao uso da água, transformou se em manifestação por parte de um grupo inflamado e contraditório, liderado pelo deputado Paulo Guedes.
De acordo com o presidente do Codema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) de São João das Missões, Adaílton José Santana, as pessoas que fazem uso incorreto da água é que começaram a aplaudir o deputado, tumultuando a reunião e tornando-a agressiva àqueles que há mais de dois anos buscam solução para o problema da falta d’água em suas comunidades. Adaílton disse que Paulo Guedes não diminuiu o tom nem mesmo quando a promotora ameaçou se retirar da reunião, o que acabou acontecendo. Com a saída da promotora, o próprio Adaílton também se retirou, seguido pelos moradores da região do Baixo Itacarambi.
A promotora disse que se retirou da reunião porque a discussão partiu para um terreno ao qual o Ministério Público diverge. Ela afirmou que as ações vão continuar, pois a intenção do MP não é punir aqueles que estão agindo de modo incorreto, razão pela qual vêm sendo promovidas reuniões de caráter educativo, com a participação de órgãos interessados em prestar esclarecimentos aos moradores das comunidades ribeirinhas.
“Entretanto, a partir do momento que o Ministério Público constatar que não há intenção de pôr em prática o que está na lei e que é regra geral, aí sim haverá a sanção cabível para cada caso”, declarou Andréa.
A promotora informou ainda que no município de Manga, na região do rio Itacarambi, nenhuma ação efetiva foi consolidada até o presente momento, ao contrário de São João das Missões, em que o Codema brilhantemente coordenou e direcionou atividades ao diagnóstico ambiental do rio.
A irrigação por superfície causa falta d’água nas comunidades de São João das Missões, Coqueiro, Jenipapo, Rancharia, São Bernardo e Muncunjê, o que gera conflito com as comunidades que insistem em praticar este tipo de irrigação, como é o caso de Altamarindo, Formosa, Pajeú, São José das Traíras, Maracaiá, Sabonete e Bebedouro, todas elas pertencentes ao município de Manga.

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